Conexão dedicada corporativa: Saiba o que é e seus benefícios
- ALL Net - Redes Corporativas

- 5 de nov.
- 4 min de leitura

Uma conexão dedicada corporativa é um link de internet exclusivo para uma empresa, sem compartilhamento de banda com outros clientes, oferecendo velocidade garantida, maior disponibilidade e suporte com SLA. É indicada quando a disponibilidade da internet impacta faturamento, atendimento ou operação em tempo real.
A escolha entre internet comum e conexão dedicada corporativa afeta produtividade, segurança e custos operacionais. Muitas empresas subestimam a perda por instabilidade, videoconferências interrompidas, falhas em ERPs e backups lentos. No Brasil, acesso à internet é quase universal, mas qualidade e previsibilidade variam e podem ser validadas por medições e reguladores. Agência de Notícias - IBGE+1
O que é conexão dedicada corporativa?
É um link exclusivo contratado só para sua empresa, com largura de banda reservada e frequentemente simétrica (download = upload). Diferente da banda larga compartilhada, a conexão dedicada corporativa não sofre degradação por “hora de pico” de vizinhos; normalmente inclui IP fixo, roteamento empresarial e opções de redundância. Para fornecedores sérios, há SLA por escrito que define disponibilidade, latência e tempo de reparo.
Como ela funciona?
O provedor entrega um circuito exclusivo (fibra, rádio ponto-a-ponto ou MPLS) até o cliente e garante capacidade via roteamento dedicado.
Última milha: fibra óptica ou rádio digital.
Backbone: tráfego é passado por rede própria do provedor até peering/Internet Exchange.
QoS e SLAs: prioridade de tráfego, monitoramento 24/7 e equipes de campo.
Opções: circuito primário + link de redundância para alta disponibilidade.
Quais são os benefícios da conexão dedicada corporativa?
A conexão dedicada oferece um conjunto de vantagens que impactam diretamente a operação das empresas, garantindo continuidade, performance e previsibilidade. Veja os principais benefícios:
1 - Maior estabilidade
Sem queda de performance em horários de pico e como a banda é reservada, a velocidade contratada tende a ser entregue de forma consistente, reduzindo latência e jitter em aplicações críticas (VoIP, videoconferência, ERPs). Fornecedores e análises do setor ressaltam a previsibilidade como principal vantagem.
2 - Segurança de dados
Possibilita políticas de segurança mais rígidas e integração com VPNs corporativas e firewalls dedicados. IP fixo facilita regras de acesso, VPNs site-to-site e monitoramento. Complementos comuns: anti-DDoS, filtros e gerenciamento de tráfego. Para dados sensíveis, a conexão dedicada reduz vetores de interferência comuns em redes abertas.
3 - Suporte com SLA
Contrato com métricas mensuráveis: uptime, tempo de reparo e latência. SLA define disponibilidade mínima de 99.4% , janelas de manutenção, Níveis de severidade e prazos de atendimento técnico. Exija esses indicadores no contrato e peça penalidades (créditos) se não forem cumpridos.
4 - Sem compartilhamento com outros usuários
Banda dedicada significa previsibilidade e ausência de “slowdown” por vizinhança, essencial para empresas que fazem backup em nuvem, streaming para clientes ou hospedam serviços públicos. Em links compartilhados, velocidades “até” podem cair muito nos picos.
5 - Alta velocidade
Velocidades simétricas e escaláveis; fácil de aumentar conforme demanda com planos que costumam oferecer upgrade simples, sem troca física da infraestrutura em muitas situações. Avalie também limite de burst, policers e shaping que os provedores aplicam.

Qual a diferença entre conexão dedicada corporativa e banda larga comum?
A banda larga comum é uma conexão compartilhada entre vários usuários e oferece velocidades assimétricas, ou seja, o download é maior que o upload, o que gera instabilidade e queda de performance em horários de pico. Já a conexão dedicada corporativa entrega um link exclusivo e simétrico, com a velocidade contratada garantida, suporte prioritário e SLA.
Banda larga comum (residencial ou empresarial básica)
Conexão compartilhada: A mesma infraestrutura é usada por vários usuários ao mesmo tempo.
Velocidade assimétrica: A taxa de download costuma ser maior que a de upload, o que limita videoconferências, envio de dados e integração em nuvem.
Oversubscription: O provedor vende mais banda do que realmente entrega, apostando que nem todos vão usar simultaneamente.
Sem garantia de performance: Não há SLA (Acordo de Nível de Serviço) formal nem prazos definidos para suporte técnico.
Boa para uso geral, mas pode gerar instabilidade em operações críticas.
Conexão dedicada corporativa
Link exclusivo: A capacidade contratada é 100% dedicada à empresa, sem compartilhamento com terceiros.
Velocidade simétrica: Upload e download com a mesma performance, ideal para sistemas, nuvem, servidores e comunicação entre filiais.
Entrega garantida: A banda contratada é efetivamente entregue, sem variações por horário de pico.
SLA robusto: Garantias de disponibilidade, suporte prioritário e tempo máximo para resolução de falhas.
Gerenciamento personalizado: Monitoramento, redundância, QoS, ativação de IP fixo e outras camadas de controle.
Para quais tipos de empresa a conexão dedicada é indicada?
Embora empresas de todos os portes possam se beneficiar desse tipo de conexão, ela é especialmente recomendada para organizações que dependem da internet para manter suas operações ativas e seguras. Médias e grandes empresas, call centers, provedores de serviços, instituições financeiras, indústrias, escritórios com infraestrutura própria e companhias que utilizam servidores locais ou trabalham intensamente com nuvem são os principais perfis.
Como contratar conexão dedicada corporativa?
Para contratar uma conexão dedicada corporativa, o ideal é iniciar com um diagnóstico das necessidades da sua empresa, como número de usuários, aplicações críticas e volume de tráfego.
Mapeie requisitos: Largura (Mbps/Gbps), simetria, aplicações críticas, número de usuários e VLANs.
Medição atual: Execute testes de velocidade e monitoramento por 7–30 dias para entender picos de sazonalidade. Use ferramentas recomendadas pela Anatel (Brasil Banda Larga) para validação.
Solicite propostas técnicas: peça diagrama de rede, tecnologia de última milha, rota do backbone e SLA detalhado.
Compare SLAs e preços: priorize métricas como disponibilidade (%), MTTR (tempo médio de reparo), e janela de atendimento 24/7.
Valide provas de capacidade: peça relatórios/indicadores operacionais ou cases de clientes.
Contrate e monitore: configure ferramentas de monitoramento (SNMP, ICMP, NetFlow) e defina KPIs (uptime, latência, perda de pacotes). Peça orientações para testes periódicos e cláusulas de auditoria.
Conclusão final
Se sua operação depende de disponibilidade, segurança ou desempenho previsível, contrate uma conexão dedicada corporativa com SLA e monitoramento contínuo, é um investimento que reduz riscos e custos operacionais indiretos. Verifique SLAs, valide com testes e escolha um provedor com infraestrutura comprovada.
Glossário
SLA: Service Level Agreement — contrato com níveis de serviço.
Simétrico: mesma velocidade de upload e download.
MTTR: Mean Time To Repair — tempo médio para restaurar serviço.
Last mile: trecho de entrega do provedor até sua empresa.
IP fixo: endereço IP público estático.







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